Praia acessível – Praias por todo o Brasil se preparam para receberem pessoas com deficiência

PcD
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Nos último anos, aos poucos, vemos o turismo brasileiro se preparando para receber e atender à pessoa com deficiência, tornando o turismo uma atividade inclusiva.

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Várias praias brasileiras já oferecem banho assistido para cadeirantes, guarda-vidas treinados, além de diversas atividades como standup paddle adaptados, frescobol e handbikes.

Praias como Copacabana, Ilha Bela, Itanhaém, Porto de Galinhas e muitas outras saem na frente, recebendo e incentivando o turismo inclusivo.

Parcerias entre Estado e Instituições deram um empurrão para a inclusão.

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Quando desembarcou em Recife (PE),  a bordo de sua cadeira de rodas, a empresária Carmem Lúcia de Almeida, de Valparaiso (GO), já tinha programação definida para os dias de descanso em Porto de Galinhas, ela veio para participar de atividades propostas pela ONG Rodas da Liberdade, que luta pelo turismo inclusivo pelo Brasil.

O luau da ONG Rodas da Liberdade prometia muita diversão, comida, bebida e atrações culturais. A escolha do destino nos últimos três anos quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral – tem um motivo: Porto de Galinhas é uma das praias acessíveis de Pernambuco, onde banhistas locais e turistas contam com cadeiras anfíbias, monitores treinados e muitas atividades que permitem que pessoas em cadeiras de roda aproveitem um belíssimo mar.

praias-acessiveis-sem-barreiraA rampa de acesso e esteira na praia facilitam ainda mais a vida de cadeirantes, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e até mesmo crianças em carrinhos de bebê. “Venho duas vezes por ano. Sou bem recebida e aproveito o mar como eu fazia antes de ter o AVC”, afirma Carmem, que viaja na companhia do marido, Luiz Andrade.

O programa de acessibilidade desenvolvido pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), com parceiros, também oferece banho assistido em Boa Viagem, Candeias, Tamandaré e Fernando de Noronha. Em três anos, 7 mil banhistas já haviam desfrutado desse belissímo serviço.

LIBERDADE SOBRE RODAS – Há 20 anos, quando chegou ao Brasil, o suíço Michel Peneveyre, vítima de um acidente aos 24 anos, fundou a Associação Rodas da Liberdade. A ONG começou a “dar asas” para moradores e turistas de Porto de Galinhas com a doação de cadeiras de rodas, próteses e sessões de terapia. O banho assistido expôs a necessidade de adaptação de bares, restaurantes, hotéis e até obras públicas, para atender a nova realidade do balneário turístico.

O respeito conquistado pela associação se reflete em outros serviços e no atendimento aos demais visitantes. “Nosso ponto de apoio aqui na areia virou até referência para os banhistas, graças ao treinamento dos nossos monitores”, diz o suíço. Em Porto de Galinhas é possível, ainda, aproveitar um passeio de jangada nas piscinas naturais e no Rio Maracaípe ou ainda de bugue pelas praias de Muro Alto e Maracaípe. O exemplo de Porto de Galinhas, que se espalha pelo litoral pernambucano, chegou ao Recife Antigo.

A capital pernambucana se orgulha de ter o primeiro turismólogo com Sìndrome de Down do Brasil. Bruno Ribeiro é consultor da Empetur e também está comprometido com o programa de acessibilidade que vem sendo desenvolvido no estado. “Sou um exemplo de superação”, comemora. Além das praias, outros atrativos já se adaptaram para receber os diferentes públicos. Na Praça do Arsenal, no centro histórico, o Paço do Frevo – ícone da cultura pernambucana – foi adaptado para cadeirantes assim como o Marco Zero e o Mercado de Artesanato.

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