Homem se emociona ao usar curativos na cor de sua pele, criados por pai que buscava inclusão

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Um caso de como a representatividade é tão importante que chega a emocionar. A história ganhou repercussão no Twitter, quando Dominique Apollon, pesquisador da Universidade de Stanford, nos EUA, postou: “Foram 45 viagens ao redor do Sol, mas pela primeira vez na minha vida eu sei como é ter um ‘band-aid’ no meu tom de pele. Você mal pode mesmo percebê-lo na primeira imagem. De verdade, eu estou segurando as lágrimas”.

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Mão de Dominique, negro, com um curativo da cor de sua pele pela primeira vez.

“É um sentimento de pertencimento. Como se sentir valorizado. Tristeza pelo meu eu mais jovem e milhões de crianças de cor, especialmente crianças negras. Como um lembrete de inúmeros espaços onde minha pele ainda não é bem-vinda. Temida. Odiada”. E concluiu:”Fico feliz que isto tenha provocado amor, introspecção, empatia e ações conscientes nos outros. A supremacia branca é monstro, e derrotá-lo levará todos os elementos acima e mais, aplicados em todos os níveis de nossas sociedades. Mas os resultados serão tão, tão lindos.”.

O curativo faz parte da linha “Tru-Color Bandages” (“Curativos da verdadeira cor de pele”, em tradução livre) criada por um homem branco, Toby Meisenheimer depois de não encontrar um produto que fosse semelhante a pele de seu filho adotivo.

 

História do Tru-Collor

Toby Meisenheimer não pensou duas vezes quando seu filho de quatro anos, Kai, mostrou um corte na testa e logo colocou um Band-Aid.Ele tirou uma foto de Kai e postou no Facebook para expressar seu desdém para a falta de ataduras para as pessoas de cor. Sua irmã comentou no post que ele deveria começar sua própria companhia de curativos, e ele fez.

Para cego ver: Diversos braços de etnias diferentes usando curativos de tons de pele diversos.

Meisenheimer, que é branco, adotou Kai, que é negro. “Nós podemos escolher entre desenho animado ou um curativo que coincide com a minha pele e é isso”, disse o pai ao Huffington Post.

Depois de encontrar apenas uma outra empresa, que está localizada no Reino Unido, que fez vários tons de ataduras, Meisenheimer decidiu criar a Tru-Colors. Usando seus próprios fundos ele projetou três tons diferentes de marrom para representar os vários tons de pele, e ele garante que todas as bandagens são flexíveis e estéreis.

O pai  de Chicago tem dois filhos biológicos, três crianças negras adotadas e ajuda uma outra criança negra. Ele disse ao HuffPost que ele sabia que haveria alguns desafios quando começou a adotar em 2009, mas ele não achava que encontraria a desigualdade na cura.

“Eu só quero que meus filhos, que já lutam com o fato de não terem a mesma cor de pele de seu pai, vejam como eles são autênticos e bonitos”, disse Meisenheimer. “Há algo especial sobre o que um band-aid faz em termos de conexão entre um pai e uma criança. Um adulto pode prestar cuidados e amor sob a forma de um band-aid.”

Foto da família do criador da Tru-color, 3 filhos negros, 2 brancos e casal adulto brancos.

Meisenheimer queria ver a reação de seu filho para o produto. Ele colocou um Band-Aid regular e um marrom escuro no braço de Kai e perguntou-lhe qual ele preferia.

“Ele apontou para o curativo Tru-Colors e disse: ‘Esse curativo é para mim, pai. Este me corresponde’”, lembrou Meisenheimer.

 

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