Exposição HISTÓRIAS DAS MULHERES: ARTISTAS ATÉ 1900 – mostra genealogia feminina no século XIX

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Depois do sucesso das exposições de Tarsila e Lina Bo Bordi, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) segue a programação de 2019 focada em artistas mulheres.

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Desde 23/08 está em cartaz a exposição HISTÓRIAS DAS MULHERES: ARTISTAS ATÉ 1900, que apresenta mais de 100 obras produzidas por grandes artistas do século I ao XIX. Buscando mostrar a diferença e falta de reconhecimento das mulheres na arte durante esse período.

Como o próprio nome já aponta, não se trata de uma única história, mas de muitas, narradas por obras feitas por mulheres que viveram no norte da África, nas Américas (antes e depois da colonização), na Ásia, na Europa, na Índia e no território do antigo Império Otomano. E enfrentaram todos os tipos de preconceitos numa época de desvalorização.

Algumas artistas tiveram carreiras de grande sucesso. Este é o caso das tecelãs da América pré-colombiana, que desfrutaram de uma posição de prestígio nas sociedades andinas, de Sofonisba Anguissola, que trabalhou para a corte espanhola no século 16, de Mary Beale, cujo marido foi seu assistente de ateliê, no século 17, de Elisabeth Louise Vigée Le Brun que ocupou o cargo de “primeira pintora” da rainha da França, no século 18, e de Abigail de Andrade, que ganhou uma medalha de ouro no Salão de 1884, no Brasil imperial.

Apesar desse sucesso, mulheres sempre estiveram em muito menor números nos registros de história da arte e nos museus. O próprio MASP possui apenas 2 pinturas de artistas femininas até 1900: um autorretrato da portuguesa Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre e um panorama da baía de Guanabara, da inglesa Maria Graham, especialmente restaurado para esta exposição.

“É difícil falar de histórias feministas antes do século 19, por isso falamos em histórias das mulheres. Mas olhar para as artistas dessa época, hoje, nos ajuda a estabelecer genealogias feministas. O encontro com essas várias precursoras — nomeadas ou anônimas, famosas e desconhecidas — nos convida, assim, a repensar as hierarquias da história tradicional, que costuma celebrar a arte como uma atividade de homens brancos e europeus. A singularidade das obras expostas mostram que a arte é muito maior e mais complexa do que se costuma imaginar. ”

Foto do Museu MASP

Com a curadoria de Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias; e Mariana Leme, curadora assistente, MASP

Quando: 23/08 à 17/11/2019
Onde: MASP – AV PAULISTA, 1578 – SÃO PAULO-BRASIL
Contato: +55 11 3149 5959
Ingressos: R$10,00 inteira / R$5,00 meia – GRÁTIS ÀS TERÇAS-FEIRAS

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