Grandes marcas se unem em tratado a favor dos direitos das pessoas trans, nos EUA.

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Durante a última década pessoas transexuais e transgênero conseguiram grandes vitórias na busca por igualdade de direitos. Em todo o mundo, inclusive no Brasil, direitos como alterar os nomes legalmente, abertura no mercado de trabalho (algo que o NURAP têm feito muito bem com seu projeto Ultrapassando Horizontes), entre outros, são garantidos por lei. No entanto desinformação e  preconceito ameaçam essas conquistas continuamente.

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O presidente americano Donald Trump anunciou um projeto polêmico que busca retirar das pessoas o direito de definir legalmente seu genêro social e garantir que as pessoas sejam reconhecidas apenas pelo gênero de nascimento por toda a vida, independentemente dos danos psicológicos e sociais que isso cause.

Como forma de demonstrar para a sociedade sua posição a favor dos direitos humanos e individuais, 56 grande marcas assinaram um grande manifesto em prol da igualdade. Marcas como Adobe, AirBnb, Amazon, Bank of America, Ben & Jerry’s, Coca Cola, Google, IBM, Intel, Johnson & Johnson, LinkedIn, Microsoft, Nike, Spotify e Twitter. O manifesto busca reverter a ideia que o ex-apresentador de O Aprendiz tenta emplacar no congresso americano.

A lista completa com todas as empresas signatárias do documento e a integra deste, você encontra no site: “Business Statement for Transgender Equality – https://businessfortransequality.com/ 

Instituições da comunidade LGBTQ buscaram empresas para apadrinharem e assinarem a declaração e ocnseguiram grande sucesso.

Segue uma tradução do documento:

Nós, as empresas abaixo assinaladas, apoiamos as milhões de pessoas dos Estados Unidos que se identificam como transgênero, de gênero não-binário ou intersexuais, e pedimos que elas sejam tratadas com o respeito e dignidade que todos merecem.

Nós nos opomos a qualquer esforço administrativo e legislativo para acabar com proteções aos transgênero através da reinterpretação de leis e regulações existentes. Nós também nos opomos fundamentalmente a qualquer política ou regulação que viole os diretos de privacidade daqueles que se identificam como transgênero, de gênero não-binário ou intersexuais.

Nas duas últimas décadas, dezenas de tribunais federais afirmaram os direitos e identidades da população transgênero. Cientes de crescentes consensos médico e científico, estes tribunais reconheceram que políticas que forçam as pessoas a uma definição de gênero binária determinada pela anatomia do nascimento falham em refletir a realidade complexa da identidade de gênero e da biologia humana.

Reconhecendo que a diversidade e inclusão são bons para os negócios e que a discriminação impõe enormes custo de produtividade (e exerce fardos indevidos), centenas de companhias, incluindo as abaixo assinadas, vêm continuamente expandindo a inclusão de pessoas transgênero por todas as corporações norte-americanas. Atualmente mais de 80% das empresas da Fortune 500 têm proteções claras para identidade de gênero; dois terços tem assistência médica inclusiva para transgêneros; centenas contam com grupos de pesquisa empresarial LGBTQ+ e aliados e esforços internos de treinamento.

Pessoas transgênero fazem parte de nossas amadas família e amigos, além de valorosos membros de nossas equipes. O que prejudica as pessoas transgênero prejudica nossas empresas.

Nós pedimos por respeito e transparência nas decisões políticas e igualdade perante a lei para toda a população transgênero.”

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