Dia 25/03 – Dia Nacional do Orgulho LGBT – Orgulhe-se de ser quem você é

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Hoje é comemorado no Brasil o Dia Nacional do Orgulho LGBT, mas é sempre bom lembrarmos que duas datas marcam as comemorações da luta LGBT: O Dia Nacional do Orgulho LGBT, celebrado hoje, dia 25 de março, e o Dia Internacional do Orgulho LGBTQI+, comemorado no dia 28 de junho, por isso Junho é o mês internacional da visibilidade LGBT e é marcado internacionalmente pelas Paradas. Ambas as datas ajudam a fortalecer a bandeira da descriminalização da homossexualidade, da transexualidade e de toda a variedade que engloba essa luta, assim como o reconhecimento dos direitos civis de todas as pessoas, independente de sua sexualidade ou genêro.

seguro de vida para casais homoafetivos

A celebração mundial foi criada para comemorar a data quando os gays de Stonewall, em 1969, nos EUA, atormentados pela violência e preconceito policiais resolveram enfrentá-los. 28 de junho marca uma data de luta  pelos direitos civis da comunidade LGBT no mundo inteiro.

Marcha pelos direitos civis homossexuais em 1969

E porque o orgulho LGBT deve ser estimulado?

Para Humberto Ramos, pesquisador e especialista na temática LGBT, o orgulho deve existir por simplesmente ser quem é. O acadêmico cresceu em Bela Vista, interior de Mato Grosso do Sul, uma daquelas pequenas cidades do interior, com o preconceito sempre muito marcante e ao ir embora para Campo Grande, pode se libertar e mostrar a todos quem era de verdade. Esse direito de ser quem se é, é a base da luta e deve ser sempre estimulada, por isso a necessidade de afirmação do Orgulho.

Mister Brasil Diversidade Carlos Gabriel.

Para o Mister Brasil Diversidade 2013, Carlos Gabriel, a expressão correta deveria ser “Dia Nacional de Orgulho e Coragem Gay”. “Devemos nos orgulhar da nossa coragem em mostrar que existimos, que não somos diferentes de ninguém, viemos e vamos todos para um mesmo lugar e estamos sujeitos todos aos mesmos riscos”, afirma para nossos parceiros da Top Midia News.

“Nós, gays, não devemos ter vergonha de nossa sexualidade, pois sentimentos não escolhem raça, idade ou sexo. Felicidade e realização estão dentro de cada um e não diz respeito ao outro. No fim das contas somos todos pertencentes à raça humana, portanto, iguais perante às leis de Deus e dos homens”, completa o Mister Brasil.

Um dia de Orgulho por sobreviver

Em 2018, 420 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes causados por pura homofobia. Isso significa 1 vítima a cada 19 horas.

Os dados de 2018 representam uma pequena redução de 5% comparado à 2017, Quando foram registrados 445 casos e que vinha de um aumento de 30% comparando-se à 2016 quando foram registrados 343 casos. O total de vítimas em crimes violentos contra essa população em 2017 foi 3 vezes maior do que era observado há 10 anos, quando se identificavam 142 casos.

A organização não governamental Human Rights divulgou um relatório a respeito da violação dos direitos humanos no Brasil. O documento destaca que a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos recebeu 725 denúncias de violência, discriminação e outros abusos contra a população LGBT somente no primeiro semestre de 2017.

Levantamento

O levantamento realizado pelo GGB se baseia principalmente em informações veiculadas pelos meios de comunicação. Na avaliação de Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia e um dos autores do estudo, o fenômeno pode ser ainda maior, uma vez que muitos casos não chegam a ser noticiados.

“Tais números alarmantes são apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, pois não havendo estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, tais mortes são sempre subnotificadas já que o banco de dados do GGB se baseia em notícias publicadas na mídia, internet e informações pessoais”, comenta.

Causas violentas

Das 445 mortes registradas em 2017, 194 eram gays, 191 eram pessoas trans, 43 eram lésbicas e cinco eram bissexuais. Em relação à maneira como eles foram mortos, 136 episódios envolveram o uso de armas de fogo, 111 foram com armas brancas, 58 foram suicídios, 32 ocorreram após espancamento e 22 foram mortos por asfixia. Há ainda registro de violências como o apedrejamento, degolamento e desfiguração do rosto.

Quanto ao local, 56% dos episódios ocorreram em vias públicas e 37% dentro da casa da vítima. Segundo o GGB, a prática mais comum com travestis é o assassinato na rua a tiros ou por espancamento. Já gays em geral são esfaqueados ou asfixiados dentro de suas residências.

Um exemplo foi o assassinato da travesti Dandara, de 42 anos. Ela foi espancada, apedrejada e depois morta a tiros por oito pessoas em Fortaleza no dia 15 de fevereiro de 2017. Os autores aidna registraram o crime em vídeo, que ganhou grande circulação nas redes sociais.

Distribuição regional

O estado com maior registro de crimes de ódio contra a população LGBT foi São Paulo (59), seguido de Minas Gerais (43), Bahia (35), Ceará (30), Rio de Janeiro (29), Pernambuco (27) e Paraná e Alagoas (23). Entre as regiões, a maior média foi identificada no Norte (3,23 por milhão de habitantes), seguido por Centro-Oeste (2,71) e Nordeste (2,58).

Dessa forma, mesmo com a diminuição de 2017 para 2018, o Brasil continua sendo o país em que mais se mata LGBTs no mundo, um dado que só poderá ser mudado com conscientização, empatia e apoio da sociedade.

 

Nesse dia, veja 12 curiosidade que a galera do Ui Gafas preparou:

Que nesse dia você descubra que, independente de rótulos, você deve se aceitar e comemorar a beleza de ser quem você é. Independente da identificação com o movimento, esse é um dia para comemorar a verdade própria, a igualdade de direitos e o acolhimento aos seres humanos.

Seja feliz, sendo quem você é. Essa é a sua verdadeira beleza.

Por: Hebert Luiz Terra Gaban, com apoio dos parceiros do Midia Top News e do Ui Gafas.

3 comentários

    • inclusao360org

      Olá, infelizmente o instagram não permite compartilhamento de links e textos. Nele o foto fica apenas em fotos, você pode compartilhar no facebook, twitter, linkedin e blogs.

  1. Luan, Turma B

    Orgulho de ser oque somos e como somos. Esse tipo de informação é muito importante e o inclusão tem muito conteúdo, e o mais legal e que e voltado para todo o tipo de minoria, essa ainda e uma sociedade muito sexista e machista, que precisa de muita informação, Obrigadaa por serem esse canal de informação .. <3

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